RESENHA: As Duas Vidas de Adrienne - Nina Beaumont (MARATONA DE BANCA)

As Duas Vidas de Adrienne
Autora: Nina Beaumont
ISBN: 8535100679
Páginas: 319
Editora: Nova Cultural
Ano: 1994
Sinopse: Ao ser levada para o leito nupcial, Adrienne não tinha como fugir: dentro de instantes teria de entregar sua pureza a um estranho!

O duque Alessandro di Montefiore precisava consumar aquele casamento arranjado. Mas não confiava em sua esposa: Isabella era famosa em Siena tanto por sua beleza quanto por sua maldade! Contudo, na noite de núpcias, quando ela o fitou com um misto de vergonha e desejo em seus olhos ardentes, Alessandro decidiu arriscar a própria vida pela promessa de alucinantes momentos de paixão...

O destino levara Adrienne de Beaufort em uma viagem através do tempo e a fizera encarnar no corpo de sua ancestral Isabella Pulcinelli - mulher marcada pela perfídia e pela traição. Sua alma, porém, não se alterara, e só Adrienne poderia evitar a tragédia que rondava Alessandro: a morte pelas mãos da cruel Isabella!

NOTA: Eu sei que vocês estão acostumados a me ver escrever resenhas técnicas (e continuarei a fazê-las), mas para a Maratona (e alguns outros livros) tentarei escrever resenhas "corridas". Espero que gostem! E me ajudem a melhorar indicando as falhas, sim?


Adrienne de Beaufort é uma mulher de muita fibra que tem passado os últimos tempos ajudando os fugitivos da revolução francesa (em especial da guilhotina de Robespierre). Ao esconder Charlotte e sua criança, Adrienne tem de tratar com Fabien, um arrogante alido da revolução que deseja, mais do que nunca, possuir a moça só para si. Desesperada de medo, tanto por si quanto por Charlotte e o bebê, Adrienne se vê forçada a pedir ajuda a alguma força que exista no universo - somente um milagre poderia tirá-la daquele pesadelo.
Após um momento de escuridão e abismo, Adrienne se vê em um lugar totalmente diferente do em que se encontrava anteriormente. Qual não é sua surpresa ao constatar que encarnou na pele de Isabella, sua ancestral perversa. E o pior: exatamente no dia do matrimônio com Alessandro e no momento da noite de núpcias! Adrienne sabe todos os acontecimentos dos meses seguintes e toma a decisão de poupar a vida de Sandro e mudar o curso da história.
Este livro assemelha-se bastante a Veludo Azul (lido anteriormente para a maratona) no quesito mocinho teimoso. O que foi frustrante, todavia, foi o fato de Alessandro alternar entre confiar em demasiado na esposa e depois desacreditá-la, muitos picos desses sentimentos chegam a tirar a paciência do leitor. Outro problema foram as lamuriações de Adrienne. É uma jovem forte e com personalidade de ferro, mas a autora explorou demais o desespero desta em se tratando do marido, tornando a leitura extremamente cansativa e arrastada em muitos pontos.
Um aspecto bastante positivo foram as intrigas e crueldades que aconteceram durante a história, retirando-a do patamar de "conto de fada", sem contar as várias contextualizações de tempo e espaço.
Apesar da sensualidade ser um fator mais que presente nestes livros, o teor desta característica nesta história ultrapassou os limites do aceitável. Qualquer bobagem se tornava pretexto para os mocinhos se "amarem loucamente".

Análise
Enredo (x2): 2,75
 • Espaço (x2): 4 (muito bom);
 • Tempo (x2): 4 (muito bom);
 • Personagens (x2): 2 (regulares);
 • Criatividade (x1): 3 (boa);
• Andamento do enredo (x2): 2 (regular);
• Início, meio e fim (x3): 2 (regular);

Estrutura Artística (x1): 2,78
 • Capa (x1): 4 (boa);
 • Diagramação (x1): 5 (ótima);
 • Fontes (x2): 3 (boas);
 • Sinopse (x2): 2 (regular);
• Enredo (x3): 2 (regular);

Estrutura física (x1): 3,33
 • Capa (x1): 4 (muito boa);
• Páginas (x2): 3 (boas)

Nota final: [2.(2,75) + 2,78.1 + 3,33.1]/4= 2,90




Gostei da obra?
Acho que fui com muita sede ao pote. Já li tantos livros legais sobre viagem no tempo (inclusive de banca) e fiquei muito ansiosa com este. Foi frustrante. Lamuriação de um lado, pretexto para sexo a todo momento... Foi bastante difícil que eu conseguisse terminar este livro.

A Autora
Nina Beaumont tem ascendência russa e em sua árvore genealógica inclui os condes Stroganoff e um “khan” mongol. Pessoa verdadeiramente cosmopolita, nasceu em Salzburgo e cresceu em Massachusetts, depois mudou-se para a Áustria, onde viveu durante vinte e cinco anos. Embora Nina tenha se estabelecido em Seattle, seus laços com a Europa continuam fortes, fazendo-a manter-se fiel aos cenários deslumbrantes que teve a oportunidade de conhecer em primeira mão. Livros e música são seus grandes amores, mas ela também gosta de pintar aquarelas e trabalhar com cerâmica.




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