RESENHA: Uma paixão para sempre - Helen Brooks (MARATONA DE BANCA)

Uma paixão para sempre
Autora: Helen Brooks
ISBN: 9771516191001
Páginas: 123
Editora: Nova Cultural
Ano: 2012
Sinopse: Kim ficou extasiada quando Lucas Kane lhe ofereceu o emprego de secretária... até perceber que seu novo chefe era extremamente sexy. Conseguiria permanecer fiel a sua decisão de não misturar trabalho e amor?
Lucas não era apenas um empresário poderoso... Era um homem generoso e carismático, que conquistou a afeição imediata da filha de Kim. Na verdade, ele era irresistível... Kim não tinha nenhuma dúvida sobre isso, principalmente quando ele deixou claro que queria mais do que um romance passageiro... Ele queria um romance para sempre!


NOTA: Eu sei que vocês estão acostumados a me ver escrever resenhas técnicas (e continuarei a fazê-las), mas para a Maratona (e alguns outros livros) tentarei escrever resenhas "corridas". Espero que gostem! E me ajudem a melhorar indicando as falhas, sim?


Namorar, casar, formar uma família, criar seus descendentes.
Kim já passou por estes estágios e foi além: teve de aguentar um marido violento, alcoolatra e que ao morrer só lhe deixou dívidas.
Decidida a criar sua filha, Melody, da melhor forma possível e sem depender de homem nenhum para isto, Kim tenta um cargo de secretária do mais alto executivo de uma empresa. Se ela esperava um homem com aparência austera e nada apreciável, se enganou. O mesmo acontece com Lucas, seu chefe, que se encanta (e vê em problemas) ao tratar com uma secretária com os atributos de Kim.
O modo como tratou a cabeça de uma mulher que acabou de passar por traumas nas mãos de quem a deveria proteger é um capítulo à parte. Todos os sentimentos plausíveis ali estavam: dúvida, medo, rancor, no melhor estilo "gato escaldado". A divisão necessária entre a mulher profissional e a mulher mãe também foi uma pauta positiva.
De pontos negativos, pode-se listar que o livro praticamente não tratou de questões éticas mesmo quando a pauta é um relacionamento entre colegas de trabalho. A entrega rápida das personagens também frustrou.
Alguns absurdos (eles podem acontecer, nada é impossível, mas são pouco prováveis): como que uma secretária, mesmo sendo do mais alto executivo, recebe uma BMW para se locomover de casa ao escritório? Receber um carro não é o problema, o chefe tem o direito de exigir pontualidade. O problema é a marca do carro, que representa um item idealista demais para o que se queria demonstrar. Outro fato: como uma mulher praticamente falida e morando em um minúsculo quarto consegue, com 5 meses de salário, quitar todas as dívidas anteriores e ainda comprar uma casa de altos padrões? Como acima dito, são acontecimentos possíveis, mas pouco prováveis.
Excetuando-se estes pequenos detalhes, o livro também prima pela sensualidade velada, sem ser explícito em demasia.

Análise
Enredo (x2): 3,33
 • Espaço (x2): 3 (bom);
 • Tempo (x2): 3 (bom);
 • Personagens (x2): 4 (muito boas);
 • Criatividade (x1): 2 (regular);
• Andamento do enredo (x2): 3 (bom);
• Início, meio e fim (x3): 4 (muito bom);

Estrutura Artística (x1): 3,1
 • Capa (x1): 4 (bom);
 • Diagramação (x1): 5 (ótima);
 • Fontes (x2): 3 (boas);
 • Sinopse (x2): 2 (regular);
• Enredo (x3): 3 (bom);

Estrutura física (x1): 3,33
 • Capa (x1): 4 (muito boa);
• Páginas (x2): 3 (boas)

Nota final: [2.(3,33) + 3,1.1 + 3,33.1]/4= 3,27


Gostei da obra?
Fiquei bastante incomodada com vários pontos, inclusive com o fato de uma secretária ganhar uma BMW para trabalhar! Ademais, gostei. É um livro muito doce, Lucas é um excelente rapaz, embora seja um pouco apressadinho (na minha humilde opinião). Não me tocou o coração nem me fez suspirar, isto é fato, mas foi uma leitura agradável.

A Autora
Helen começou a escrever em 1990 quando estava prestes a atingir uma idade crucial: os 40 anos. Então apercebeu-se de que os seus dois sonhos de adolescente (escrever um romance e aprender a conduzir) se tinham perdido no meio de fraldas e tarefas domésticas. Então decidiu ressuscitar esses sonhos. O seu primeiro romance, enviado à Harlequin Mills & Boon, foi aceito depois de algumas mudanças e conseguiu tirar a carta de condução (a primeira coisa foi uma alegria, a segunda um pesadelo). Helen já escreveu cerca de cinquenta romances, além de várias sagas.






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